_ bom dia. o sr. me desculpa, mas é que eu tô há quatro dias trancada no quarto do exótico do seu filho. passando a água e maçã. preciso ir embora. ele disse que voltaria pra me buscar e não veio. pode me arrumar a passagem?
os olhares envergonhados dos dois se cruzaram entrelaçados com a fresta de luz que vazava da veneziana e fincava na parte inferior de seus corpos, ali, parados.
as nuances, lembranças alaranjadas de uma terça-feira. a fumaça do cigarro, velas acesas, prostitutas com olhos de bolas de gude. osama bin laden e sorvete de cevada.
sansão e dalila morreram de inveja. surpresa pela manhã. a serpente está faminta e temos que alimentar a bichinha, tadinha. galinha, ratinho ou patinho? os olhos dela nos seguem. somos estranhos no seu mundo por mais que a tratemos bem, suria. seu vizinho ignácio é um dorminhoco de plantão. os raios solares, o luar, nada interfere a sua rotina da lâmpada do gênio. genioso, zangado, mas um bom moço, o ignácio.
o barulho do ponteiro do relógio em cima do som e a vuvulzela na janela acabam com o humor de dalila, moça prendada, de bom dote, filhos e uns quilos a mais. ela é doce. sonha e ter uma casinha lá pros lados da serra da cantareira. três quartos. um pra ela e sansão, um pras crianças e outro pros bichos. ela cuidaria do jardim, escreveria alguns romances bebericando vinho tinto, e cozinharia. ela adora cozinhar. sansão sairia pra lecionar e pesquisar algumas espécies de anuros em poças próximas a dalila. aos domingos a casa estaria sempre cheia de parentes e amigos. todos elogiando a vida perfeita do casal.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 20 de dezembro de 2009
pediram pra que eu voltasse a atender o telefone. a caixa de mensagens anda lotada. a minha doença não diz nada. mas eu digo que não tenho essa vontade, nem quero ter. o quarto escuro me diz mais do que qualquer outra voz ôca.
não me peça mais uma vez. talvez, um dia, eu volte a abrir a porta. não bata com tanta força. não esmurre. não faça suas mãos sangrarem à toa.
já faz tempo eu vi aquela agulha e a linha cirúrgiacas, ali, por perto do hall de entrada, pensei que um dia fossem derreter. não imaginei que seriam usadas por alguém que tentasse me
atormentar. bem feito. pelo menos, isso.
só quando quero não preciso agradar nem desagradar. apenas, cumprir com minhas responsabilidades.
não quero, mas quero lhe contar que me envolvi com o mecânico. borracheiro. com sua bolinha em cada fim de linha. seus jeans clichês e assobios sombrios, como num filme nacional com lançamento tardio.
pornochanchadas.
e seu cheiro de graxa. sua sujeira. seus sapatos bicolores de bico fino bem lustrados compensam suas unhas sujas. tendo ou não máquina de refrigenrantes por perto, pra gente se refrescar. faço parte das suas tramas e camas. as estradas estreitas ou largas por onde passa e ganha sua miséria consertando os caminhões de motoristas hipocondríacos e cheios de rebites na lata. lataria que conhece cada buraco. cada marca no asfalto, mesmo que usem o piche pra
reconstruir. quatro bolinhas dizem mais do que qualquer psiquiatra com
conta recheada e super carro com tração nas quatro rodas. por isso
comprei um vestido. modelo tipo anos 40. só pra homenagear.
não me peça mais uma vez. talvez, um dia, eu volte a abrir a porta. não bata com tanta força. não esmurre. não faça suas mãos sangrarem à toa.
já faz tempo eu vi aquela agulha e a linha cirúrgiacas, ali, por perto do hall de entrada, pensei que um dia fossem derreter. não imaginei que seriam usadas por alguém que tentasse me
atormentar. bem feito. pelo menos, isso.
só quando quero não preciso agradar nem desagradar. apenas, cumprir com minhas responsabilidades.
não quero, mas quero lhe contar que me envolvi com o mecânico. borracheiro. com sua bolinha em cada fim de linha. seus jeans clichês e assobios sombrios, como num filme nacional com lançamento tardio.
pornochanchadas.
e seu cheiro de graxa. sua sujeira. seus sapatos bicolores de bico fino bem lustrados compensam suas unhas sujas. tendo ou não máquina de refrigenrantes por perto, pra gente se refrescar. faço parte das suas tramas e camas. as estradas estreitas ou largas por onde passa e ganha sua miséria consertando os caminhões de motoristas hipocondríacos e cheios de rebites na lata. lataria que conhece cada buraco. cada marca no asfalto, mesmo que usem o piche pra
reconstruir. quatro bolinhas dizem mais do que qualquer psiquiatra com
conta recheada e super carro com tração nas quatro rodas. por isso
comprei um vestido. modelo tipo anos 40. só pra homenagear.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
About Me
ex-junkie/punk-sempre. moicano e tudo mais que tive direito.
branca-de-neve na pele, e negra no coração, na alma, nos pés e no jogo de cintura. molejo dos bons! papo de anarquista-flamenguista-chata que gosta de contos infantis e afins. saca?
mãe-mãe-mãe-louca, agora. loucura na dose certa. vodca com água de coco. a água, separo para as minhas crianças, com amor.
e com sorriso estampado, posso fazer cócegas e pipoca pra elas, e pra você.
mas também posso misturar remedinhos na hora de te servir, e no ápice da sua onda, te ensinar a dançar o break voador. vacila?!
ex-coordenadora do MTST. meti bala no reitor da Uerj, resistência. fui presa, 8 semanas na 23ª DP. concebi meu primeiro filho no xadrez, em cima do tabuleiro que servia a quentinha da massaroca-macarrão (quer a receita?), entre moscas e cheiro de mijo. ninfomaníaca assumida, não consegui aguentar, não. foi com o carcereiro, porco. meus objetos pessoais - e sexuais - foram confiscados, então, nada de camisinha. mas sou limpinha, juro. aparo os pentelhos toda semana e faço até as unhas do pé.
é, os outros filhos não lembro onde foram gerados. gosto de procriar, criar sangue do sangue. vaidade, tesão ou sintoma de mutação?... acho que me transformei numa coelha, alucinada por chocolate, especialmente ovos de páscoa.
fodo garotas na data do nascimento de cristo, entre os ovos e pirulitos - ritual. elas até que dão pro gasto, mas não são a minha praia. gosto de ipanema - posto 9, e itacoatiara, com meninos e seus tanquinhos; só pra lamber no bananal. lavar roupa suja, ah, não. deixo isso pra você. e me diga que não? bin laden é meu amigo, sério. pergunta pra lucy.
amo cachoeira. vazia, nada de sana cheio. do sanatório guardo boas lembranças; desfile de moda-pijama, camisa de força, e esquizofrênicas pulando alucinadas com super-dosagem de diazepan e magic mushrooms.
buraco na areia, vento e pôr-do-sol em itaipu são o que há.
há insegurança, descontrole, transtorno bipolar e bissexualidade (quando tô afim).
to tentando melhorar...
faço psicanálise on-line. psicanalista nova.
foda, dei cabo no último psicanalista que tive. motivo: não acreditou na história do reitor, nem na minha obsessão por um cara que conheci na internet. teimava em dizer que eu não era louca. (in)felizmente, tive que provar por a + b que me faltam alguns parafusos, que nana é doida varrida.
varri o cara, acertei a testa, péssima mira - queria ter acertado o coração, que já era fodido, morte certa – mesmo assim morreu. depois enfiei o cabo da vassoura no rabo dele e girei. não poderia deixar de realizar seu último desejo.
branca-de-neve na pele, e negra no coração, na alma, nos pés e no jogo de cintura. molejo dos bons! papo de anarquista-flamenguista-chata que gosta de contos infantis e afins. saca?
mãe-mãe-mãe-louca, agora. loucura na dose certa. vodca com água de coco. a água, separo para as minhas crianças, com amor.
e com sorriso estampado, posso fazer cócegas e pipoca pra elas, e pra você.
mas também posso misturar remedinhos na hora de te servir, e no ápice da sua onda, te ensinar a dançar o break voador. vacila?!
ex-coordenadora do MTST. meti bala no reitor da Uerj, resistência. fui presa, 8 semanas na 23ª DP. concebi meu primeiro filho no xadrez, em cima do tabuleiro que servia a quentinha da massaroca-macarrão (quer a receita?), entre moscas e cheiro de mijo. ninfomaníaca assumida, não consegui aguentar, não. foi com o carcereiro, porco. meus objetos pessoais - e sexuais - foram confiscados, então, nada de camisinha. mas sou limpinha, juro. aparo os pentelhos toda semana e faço até as unhas do pé.
é, os outros filhos não lembro onde foram gerados. gosto de procriar, criar sangue do sangue. vaidade, tesão ou sintoma de mutação?... acho que me transformei numa coelha, alucinada por chocolate, especialmente ovos de páscoa.
fodo garotas na data do nascimento de cristo, entre os ovos e pirulitos - ritual. elas até que dão pro gasto, mas não são a minha praia. gosto de ipanema - posto 9, e itacoatiara, com meninos e seus tanquinhos; só pra lamber no bananal. lavar roupa suja, ah, não. deixo isso pra você. e me diga que não? bin laden é meu amigo, sério. pergunta pra lucy.
amo cachoeira. vazia, nada de sana cheio. do sanatório guardo boas lembranças; desfile de moda-pijama, camisa de força, e esquizofrênicas pulando alucinadas com super-dosagem de diazepan e magic mushrooms.
buraco na areia, vento e pôr-do-sol em itaipu são o que há.
há insegurança, descontrole, transtorno bipolar e bissexualidade (quando tô afim).
to tentando melhorar...
faço psicanálise on-line. psicanalista nova.
foda, dei cabo no último psicanalista que tive. motivo: não acreditou na história do reitor, nem na minha obsessão por um cara que conheci na internet. teimava em dizer que eu não era louca. (in)felizmente, tive que provar por a + b que me faltam alguns parafusos, que nana é doida varrida.
varri o cara, acertei a testa, péssima mira - queria ter acertado o coração, que já era fodido, morte certa – mesmo assim morreu. depois enfiei o cabo da vassoura no rabo dele e girei. não poderia deixar de realizar seu último desejo.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Ainda Não Sei

A pimenta velha e o vinho avinagrado em cima da caixa de som, ao som de The Doors. Os olhos já embaçados, dias sem dormir bem, amigos nos hospital e a gente continua na farra. Uma coisa, assim, quase que estúpida. A gente se apaixona e desapaixona. Não faz mal, só bem. Não somos estúpidos. Só putos, bem putos. Desespero no momento em que penso no que estou fazendo da minha vida. Queria ter sido Marilyn Monroe, ter nascido Al Pacino, e ter disritmia cardíaca todo dia, talvez. Mas vontade é uma coisa que dá e passa.
Scarface.
Passei alguns meses sem explodir. Passei algum tempo sem o básico. E aí abro o arquivo dos blogs. Releio Paulo, Carol, Jana, Grazzi, Mariele, Ernesto, Dora e eu. E eu, e eu! Me acho uma moça bonita, charmosa, será? Uma boa escritora. Talvez, mas só, talvez, eu não tenha vergonha na cara. Talvez eu tenha mais tesão que tudo isso junto. Posso lamber seu pau sem te pedir. E depois fazer umas cositas bem mais saborosas (pra mim) que isso. Posso ser melhor que isso tudo junto. Redundante, até. Menosprezo. Dizem que não há nada demais sob a lua, mas eu digo que há. Posso dizer qualquer coisa. Há um monte de tolices e gente que não sabe o que faz. Coronhadas, garrafas quebradas, cores e luzes distantes, limões e caninhas. Assaltos, revólveres e... não sei, nem lembro mais. Amanhã, pode ser. Tudo hoje é ‘pode ser’ e ‘talvez’. Vai tomar no cu, foda-se e toma cuidado. Coloco o dedo na sua cara; e você pode colocar outra coisa na minha boca.
Vontade de escrever corrido como antigamente, de arregaçar com todos os clichês da literatura, de fazer com que as pessoas não tenham fôlego ao ler. É bom demais. Viramos figurinhas carimbadas, viramos o lixo do lixo, do lixo. E agora eu quero trepar e gozar. E se não conseguir fazer isso eu juro, juro que mato alguém de tanta porrada.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Mentiras & Verdades Engolidas Cruas.
Lamento meus porres e conto as sensações de quando fiz minhas tatuagens, unhas e sexo virtual. Ou até mesmo isso, a frustração de olhar um papel em branco, ver minha kingsize vazia, ou meu esforço pra tirar o sangue das minhas calcinhas sujas.
Falo de Tom Jobim, Alaíde Costa, da Alvorada de Cartola e de outros que ficam nas nossas vidas, como as divas e caras do jazz, James Brown, Truffaut, Buk e mais um tanto de coisas meio mortas que a gente tem em comum, até mesmo a dificuldade pra línguas, o alcoolismo, ou algum ser que nós dois comemos e já quase não lembramos mais.
Isso tudo sem muito tato.
Um dos fatos é que me gabo dos trabalhos mega-culturais e alguns filantrópicos e das saudações bakunianas.
E quando levanto da mesa pra ir ao banheiro, no caminho, alguém cutuca meu ombro, do jeito que eu não gosto, e me diz que eu não preciso falar assim, posso parecer chata, mesmo não sendo, e como sou muito branca, muito mesmo, fico com uma marca de dedo roxa e nem respondo; me sinto mal por isso, mas depois, percebo que não ligo pra parecer chata, priorizo minhas descobertas e ansiedades, e passo um gel de arnica.
Penso sim, no quanto posso parecer burra, e travo quando bebo um chop e converso com o neurocirurgião que atende meu filho de graça, e é louco por filosofias, antologias e essas "ogias" tolas e mais um monte de todas as orgias. Aí bebo mais e volto ao cinema, à literatura, e minhas mais recentes paixões; como as mãos de Dino Valls, as galinhas, galos e cores de Totonho Laprovitera, o documentário 1 ano e 1 dia e seu criador, e aí, trepo sem gozo pra quê?
Talvez prefira o cheiro do álcool do que o do seu líquido seminal.
Tento cuspir palavras nos monitores luminosos da madrugada, com raiva, como se precisasse contaminar todos com esse medo do medo e o medo de escrever a palavra delicadeza, porque algum outro escritor babaca tem muita delicadeza, ou de quase nenhuma tem tanta, e ainda me enrolo com o porque, por que e por quê?
Acendo um cigarro e coloco a xícara de café forte e amargo, vícios e clichês, logo pela manhã, contando que isso me dê algum tipo de inspiração e me perco nas palavras, vírgulas e minha cabeça quente parece borbulhar ainda mais com os problemas que não são seus, enquanto espirro sem parar com a poeira que sai da palha do futon e procuro alguma coisa nos classificados.
Vende-se ótima casa em rua bucólica de Itaipu. Boa localização, próxima ao comércio e condução. Segurança 24h. Loft com 3 quartos, 1 suíte, cozinha gourmet, lavanderia e área para piscina e forno à lenha. Anexo duplex com salão, varanda e suíte charmosa independente com vista pra Serra da Tiririca. Quase pronta, tenho o projeto. OPORTUNIDADE - Só 280 mil!!
O fracasso egocêntrico.
Assim eu perco, aí espero, à venda e fodida.
E depois, à noite, sento ali, em qualquer lugar do sofá de três, na frente da única coisa que sobrou, a tv, tentando ter idéias pra escrever, bocejando e sentindo o cheiro da saliva da minha mãe que baba ao lado, na ponta direita do sofá, de sempre.
Descubro que a rede tv e o cabernet suavingnon, última moda da novela das 8h e do povo cult brasileiro dariam um bom texto. Misturar uma coisa com a outra, e mais o tabaco na folha de uva, pode dar bossa, e muita dor de cabeça, já que não tenho dinheiro, e jamais tomarei um cálice de vinho bom ao lado de Antônio Banderas, ou mesmo do conterrâneo perdido na Ilha de Lost.
A verdade é que homem de cabelo grande não me agrada muito - mas citei três -, gosto de pinga, e a preguiça mental é a maior de todas as inspirações nesse momento, quando confesso a você que não entendo bulhufas, ou quase nada, do que diz Nietzsche, e até mesmo do que escrevo.
Pra ser engolida e elogiada.
Falo de Tom Jobim, Alaíde Costa, da Alvorada de Cartola e de outros que ficam nas nossas vidas, como as divas e caras do jazz, James Brown, Truffaut, Buk e mais um tanto de coisas meio mortas que a gente tem em comum, até mesmo a dificuldade pra línguas, o alcoolismo, ou algum ser que nós dois comemos e já quase não lembramos mais.
Isso tudo sem muito tato.
Um dos fatos é que me gabo dos trabalhos mega-culturais e alguns filantrópicos e das saudações bakunianas.
E quando levanto da mesa pra ir ao banheiro, no caminho, alguém cutuca meu ombro, do jeito que eu não gosto, e me diz que eu não preciso falar assim, posso parecer chata, mesmo não sendo, e como sou muito branca, muito mesmo, fico com uma marca de dedo roxa e nem respondo; me sinto mal por isso, mas depois, percebo que não ligo pra parecer chata, priorizo minhas descobertas e ansiedades, e passo um gel de arnica.
Penso sim, no quanto posso parecer burra, e travo quando bebo um chop e converso com o neurocirurgião que atende meu filho de graça, e é louco por filosofias, antologias e essas "ogias" tolas e mais um monte de todas as orgias. Aí bebo mais e volto ao cinema, à literatura, e minhas mais recentes paixões; como as mãos de Dino Valls, as galinhas, galos e cores de Totonho Laprovitera, o documentário 1 ano e 1 dia e seu criador, e aí, trepo sem gozo pra quê?
Talvez prefira o cheiro do álcool do que o do seu líquido seminal.
Tento cuspir palavras nos monitores luminosos da madrugada, com raiva, como se precisasse contaminar todos com esse medo do medo e o medo de escrever a palavra delicadeza, porque algum outro escritor babaca tem muita delicadeza, ou de quase nenhuma tem tanta, e ainda me enrolo com o porque, por que e por quê?
Acendo um cigarro e coloco a xícara de café forte e amargo, vícios e clichês, logo pela manhã, contando que isso me dê algum tipo de inspiração e me perco nas palavras, vírgulas e minha cabeça quente parece borbulhar ainda mais com os problemas que não são seus, enquanto espirro sem parar com a poeira que sai da palha do futon e procuro alguma coisa nos classificados.
Vende-se ótima casa em rua bucólica de Itaipu. Boa localização, próxima ao comércio e condução. Segurança 24h. Loft com 3 quartos, 1 suíte, cozinha gourmet, lavanderia e área para piscina e forno à lenha. Anexo duplex com salão, varanda e suíte charmosa independente com vista pra Serra da Tiririca. Quase pronta, tenho o projeto. OPORTUNIDADE - Só 280 mil!!
O fracasso egocêntrico.
Assim eu perco, aí espero, à venda e fodida.
E depois, à noite, sento ali, em qualquer lugar do sofá de três, na frente da única coisa que sobrou, a tv, tentando ter idéias pra escrever, bocejando e sentindo o cheiro da saliva da minha mãe que baba ao lado, na ponta direita do sofá, de sempre.
Descubro que a rede tv e o cabernet suavingnon, última moda da novela das 8h e do povo cult brasileiro dariam um bom texto. Misturar uma coisa com a outra, e mais o tabaco na folha de uva, pode dar bossa, e muita dor de cabeça, já que não tenho dinheiro, e jamais tomarei um cálice de vinho bom ao lado de Antônio Banderas, ou mesmo do conterrâneo perdido na Ilha de Lost.
A verdade é que homem de cabelo grande não me agrada muito - mas citei três -, gosto de pinga, e a preguiça mental é a maior de todas as inspirações nesse momento, quando confesso a você que não entendo bulhufas, ou quase nada, do que diz Nietzsche, e até mesmo do que escrevo.
Pra ser engolida e elogiada.
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